A importância do manejo integrado de pragas e doenças nos canaviais
O baixo índice de renovação nos canaviais, o controle de pragas e uma adubação ineficientes provocam uma queda significativa de produtividade e qualidade dos canaviais brasileiros. Com isso, o rendimento da cana-de-açúcar não consegue ultrapassar a barreira média de 80 ton./ha. Segundo o último levantamento da Conab, para a temporada 2018/19 a produtividade média estimada é de 72,6 ton/ha, bem próxima da alcançada na última safra, que foi 72,5 ton/ha.
Este cenário representa um dos maiores desafios do setor sucroenergético. A mudança da dinâmica na produção do cultivo exige dos produtores uma atenção redobrada em relação à incidência de pragas e doenças, com destaque para o bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis), o qual vem aumentado de importância e que pode provocar perdas de mais de 30 toneladas de cana por hectare ao ano.
Para o engenheiro agrônomo de Desenvolvimento de Mercado para Cana-de-açúcar da BASF, Daniel Medeiros, e a pesquisadora da Embrapa, Dra Verônica Massena Reis, destacam a importância da fixação biológica de nitrogênio e interação com o manejo químico para aumento da produção nos canaviais. A fixação biológica do nitrogênio é uma importante prática que promove diversos benefícios para os canaviais, como destaque para uma melhor qualidade das propriedades do solo que contribuem para aumentar a produtividade do cultivo.

