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Um tipo de cogumelos que transforma resíduos tóxicos em ração animal

🕔02.mar 2016

cogumelo efeito comestívelA descoberta foi feita pelos pesquisadores da Embrapa Agroenergia, no Distrito Federal. Eles identificaram umas espécies de cogumelos capazes de crescer usando como substrato tortas de pinhão-manso e algodão. Enquanto crescem, eliminam ou reduzem as substâncias tóxicas desses materiais os quais dificultam seu uso como ração animal. No caso do pinhão-manso, foram testadas 60 espécies de cogumelos, das quais quatro mostraram-se produtivas e capazes de reduzir em 99% conteúdo tóxico chamado éster de forbol. Para o caroço de algodão, foram avaliadas 34 espécies e 11 apresentaram as características desejadas.

O resultado foi considerado bastante animador. O óleo do caroço do algodão já compõe cerca de 2% das matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel; o pinhão-manso ainda é uma espécie em processo de domesticação, mas tem grande potencial de integrar as cadeias produtivas de biocombustíveis, já que possui elevada produtividade de óleo vegetal. Propriedades medicinais e nutricionais são atributos de algumas das espécies de cogumelos promissoras, que já são conhecidas e até utilizadas comercialmente. Outras são selvagens e ainda precisam do desenvolvimento de aplicações mercadológicas.

No pinhão-manso, a substância tóxica presente na maioria das variedades, o éster de forbol, é ainda mais “potente”. Nem em concentrações muito baixas pode ser oferecida para animais ruminantes sem um processo de destoxificação. O valor nutricional, contudo, já foi comprovado em pesquisas realizadas pela Embrapa com tortas de uma das poucas variedades da planta que não apresenta toxidez. O problema é que essas variedades são pouco produtivas e mais suscetíveis a doenças, o que leva à necessidade de investir em estratégias para eliminar ou reduzir drasticamente a toxidez.

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