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Cuidados com o mandaravá que ataca as plantações de mandioca

🕔05.fev 2016

mandaravá - na mandiocaO mandarová (Erinnyis ello) da mandioca é considerado uma das pragas mais importantes da cultura. Devido a sua ampla distribuição geográfica e alta capacidade de consumo foliar, especialmente nos últimos instares, que são os estágios larvais, a lagarta pode causar severo desfolhamento, reduzindo a produtividade, e durante os primeiros meses de desenvolvimento da cultura até ocasionar a morte de plantas jovens.

Para o pesquisador Rudiney Ringenberg, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, algumas estratégias são utilizadas para detectar a chegada da praga na lavoura, como observação da presença de mariposas em lâmpadas próximas à lavoura; vistoria na lavoura para detectar a presença de ovos e lagartas pequenas; e instalação de armadilhas luminosas a, pelo menos, cinco metros de altura.

O mandarová geralmente tem seu primeiro ciclo de ocorrência com início das chuvas. Contudo, no caso de populações migratórias de outras regiões, sua ocorrência pode se dar em qualquer época entre os meses de setembro a maio.

A lagarta passa por cinco estágios que duram aproximadamente de 12 a 15 dias, período em que consome, em média, 1.107 cm² de área foliar, sendo que 75% dessa área são consumidos no quinto ínstar. “O mandarová é de fácil controle desde que se faça um monitoramento constante da lavoura para se detectar o início do ataque. Portanto, é de suma importância que o agricultor conheça as diferentes fases do ciclo biológico do inseto”, explica Rudiney.

Na escolha do método de controle, deve-se considerar que o mandarová tem um número expressivo de inimigos naturais, principalmente parasitoides de ovos do gênero Trichogramma, que, quando preservados, podem parasitar a grande maioria dos ovos do mandarová a partir da segunda geração da praga, recomendando-se, para isso, o uso dos produtos biológicos Baculovirus erinnyis e Bacillus thuringiensis.

Dentro das opções de controle químico convencional, existem produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento à base de piretroide, benzoilureia e organofosforado. “Porém, esses produtos devem ser utilizados com muita cautela, pois têm baixa seletividade, eliminando os inimigos naturais e possibilitando o aparecimento de outras pragas”, acrescenta o pesquisador.

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