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Mais produtividade da soja com uso de irregação

Os dados foram registrados na Fazenda Nova Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul. Com uso de irrigação a produtividade chegou a 55% superior, alcançando 103 sacas de soja por hectare, contra 70 no sequeiro; no milho, diferença saltou de 101 para 157 sacas.

O uso da irrigação na fazenda foi induzido pela instabilidade climática. O produtor Júlio César Soares, investir no primeiro pivô de irrigação e alcançou bons resultados cerca de três anos depois. Na safra 2025/26, a produtividade média da soja na área irrigada alcançou 103 sacas por hectare, contra 70 nas áreas de sequeiro, que dependem das chuvas — uma diferença de aproximadamente 47%.

No milho, o desempenho também foi superior: 157 sacas por hectare no irrigado, ante 101 no sequeiro, conforme os números informados pelo produtor. A diferença corresponde a 56 sacas por hectare, ou cerca de 55%. São resultados observados na propriedade, onde a irrigação também passou a influenciar as decisões de compra de insumos e comercialização.

Com mais de dez anos de atuação na agricultura, Soares cultiva soja, milho e sorgo e prepara um projeto voltado à cana-de-açúcar. A experiência com o primeiro pivô nasceu da necessidade de reduzir a exposição da lavoura à irregularidade das chuvas. “O que nos levou a esse projeto foi a instabilidade climática dos últimos anos”, afirma.

*Mais confiança para planejar a safra*. Para Soares, o benefício da irrigação aparece tanto na colheita quanto na organização financeira da atividade. A maior confiança na produção esperada permite avaliar com mais segurança as compras antecipadas de insumos e os compromissos de comercialização.

“A gente já consegue antecipar a compra de insumos com mais confiança no que vai produzir e fazer uma oferta no mercado futuro de forma mais consciente”, explica.

Na prática, essa perspectiva ajuda a planejar despesas assumidas antes do plantio, quando a receita da colheita ainda está distante. Embora a irrigação não elimine os riscos da atividade, o produtor relata que passou a contar com uma referência mais consistente para organizar essas negociações.

 

 

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