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A quarta maior arvore do Brasil não resistiu ao tempo e foi ao chão

0 Comments 🕔25.Maio 2026

A queda de uma das maiores araucárias do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore. Apelidada carinhosamente de “Pinheirão”, a árvore era a quarta maior araucária (Araucaria angustifolia) do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP), segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Não há informações precisas sobre sua idade, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.

A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. “O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda. No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis”, explica Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas. O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. “Este material se encontra no alto, na copa da árvore e, em virtude de sua altura, o procedimento só seria possível por meio de escalada, o que era inviável nesta árvore, ou, infelizmente, com seu tombamento”, explica Paulo César, bolsista da equipe . A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.

A idade exata do Pinheirão nunca foi determinada com precisão — seu tronco oco impedia a aplicação do método mais preciso, a dendrocronologia, que consiste na contagem dos anéis de crescimento formados ano a ano no interior do tronco. Em árvores íntegras e em pé, essa leitura pode ser feita com o uso de um trado, que retira uma amostra do lenho a partir do tronco, geralmente na altura do peito, em direção ao centro da árvore, onde estão os anéis mais antigos. Já em árvores caídas, é retirado um disco para realização da contagem, também com um corte à altura do peito.

A escolha do DAP (“diâmetro à altura do peito”, convencionado como a 1,30 metro do solo) segue um padrão internacional e também critérios técnicos: nessa altura, os anéis tendem a ser mais regulares e representativos do crescimento da árvore, com menor interferência de deformações da base, como raízes expostas ou alargamentos do tronco. Isso aumenta a confiabilidade da amostra e permite comparações mais precisas entre diferentes estudos e indivíduos.

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