Pecuaristas gaúchos confirmam rusticidade do gado Santa Gertrudis para enfrentar o carrapato
A infestação de carrapatos bovinos segue como um dos maiores entraves da pecuária no Rio Grande do Sul e a raça Santa Gertrudis pode ser uma forte aliada nesse combate. Em estudo recente realizado na região da Campanha, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/DDPA) constatou que um único parasita pode reduzir até 1,6 g/dia no ganho de peso de novilhas, acumulando perdas de até 4 kg em apenas 10 dias nos períodos de maior infestação.
Nesse cenário, a Associação Brasileira de Criadores de Santa Gertrudis (ABSG) observa uma procura crescente pela raça no Sul do país. Com pelo curto, rusticidade e resistência natural a parasitas, o Santa tem se consolidado como alternativa eficiente no cruzamento com taurinos europeus, predominantes no estado, reduzindo os impactos sanitários e facilitando o manejo.
A 48ª Expointer, que inicia nesta semana, será a vitrine dessa valorização. “A cada safra temos observado mais produtores buscando o Santa Gertrudis para o cruzamento industrial. A rusticidade, a fertilidade e a capacidade de adaptação fazem diferença num cenário de mudanças climáticas e desafios sanitários. É um animal que agrega produtividade e qualidade de carne”, afirma Anderson Fernandes, presidente do Conselho Técnico da raça.
Para José Arnaldo Amstalden, superintendente técnico da ABSG, que acompanha há mais de 50 anos a evolução da raça no Brasil, o diferencial está na consistência da seleção. “O Santa responde muito bem a campo e mantém eficiência em sistemas a pasto. É uma genética que alia desempenho produtivo e resistência, fundamental para a realidade do Sul do país”, destaca, lembrando do Programa de Melhoramento Genético (PMG) da raça que é desenvolvido há 30 anos e conduzido atualmente em parceria com a Embrapa Geneplus.
Serviço
48ª Expointer – Esteio/RS
Começou ontem e vai até 7 de setembro 2025
Parque Assis Brasil

