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A praga da murcha bacteriana do tomate pode ser combatida com bactérias encontradas em rios amazônicos

🕔12.abr 2025

Estudo conduzido por cientistas brasileiros mostrou que microrganismos oriundos de rios amazônicos podem ser a chave para o controle biológico da bactéria do solo Ralstonia solanacearum, responsável pela murcha bacteriana em tomateiros. Os resultados são promissores para o desenvolvimento de soluções biológicas – a exemplo de inoculantes microbianos – eficazes para reduzir a ocorrência da doença, uma das maiores ameaças à produção de tomate na Amazônia e capaz de afetar também outras espécies vegetais.

O estudo, coordenado pelo pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental Gilvan Ferreira da Silva, avaliou o potencial de bactérias isoladas dos sedimentos dos rios Solimões e Negro para combater a murcha bacteriana. Do total de 36 bactérias selecionadas, foram identificados três isolados bacterianos, o Priestia aryabhattai RN 11, o Streptomyces sp. RN 24 e o Kitasatospora sp. SOL 195, que demostraram uma notável capacidade de inibir o crescimento da Ralstonia solanacearum em 100%, 87,62% e 100%, respectivamente.

Quanto à ocorrência da doença, em ensaios durante as estações seca e chuvosa, P. aryabhattai RN 11 reduziu a incidência da murcha bacteriana em 40% e 90%, respectivamente, ao mesmo tempo em que promoveu o crescimento das plantas infectadas. Streptomyces sp. RN 24 e Kitasatospora sp. SOL 195 exibiram altas taxas de sobrevivência (85 a 90%) e supressão do patógeno no solo (maior que 90%), demonstrando seu potencial como agentes de biocontrole.

O isolado P. aryabhattai RN 11, em particular, destacou-se por sua eficácia na supressão do fitopatógeno no solo, reduzindo a incidência de murcha bacteriana e promovendo o crescimento das plantas de tomate sob diversas condições climáticas. Além de sua ação de controle da doença no tomateiro, essas bactérias também demonstraram a habilidade de produzir enzimas extracelulares e compostos que promovem o crescimento das plantas.

 

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