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Trilha de turismo em comunidades de pescadores de mariscos promove mais renda para as marisqueiras de Pernambuco

🕔13.jun 2023

O intuito é capacitar lideranças e representantes dessas associações para a promoção de ações relacionadas ao turismo de base comunitária, propiciando a melhoria de renda e a inclusão social. O projeto apoia-se no conceito de “paisagens alimentares” com foco na alimentação saudável, na sustentabilidade, na cultura e na história das pessoas e dos territórios, motivado pelo crescimento da busca por um turismo diferenciado e imersivo.

Uma caminhada pelo manguezal de Barra do Sirinhaém marcou o início das oficinas de turismo de experiência e de elaboração do plano estratégico de valorização da paisagem alimentar local realizadas nesta semana pela Embrapa Alimentos e Territórios, com apoio do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA-PE), da Prefeitura Municipal de Sirinhaém e da Lab Turismo.

As atividades, que integram o projeto de inovação social Paisagens Alimentares, buscam criar estratégias para valorizar o trabalho das associações de marisqueiras e de uma comunidade quilombola da área de proteção ambiental de Guadalupe, em Pernambuco.

Coordenado pela Embrapa, oferece assessoria e capacitação a comunidades selecionadas com base em critérios técnicos de municípios em Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Por meio das oficinas, estão sendo elaboradas estratégias para construção de experiências que levem os turistas a vivenciarem o dia a dia das famílias.

Nessas experiências, o objetivo é oferecer aos turistas a compreensão do sistema alimentar do território alicerçado na história das pessoas e dos lugares visitados, com suas tradições, cantigas, danças e comidas típicas. As integrantes da Associação de Marisqueiras de Sirinhaém (Amas), que fazem as trilhas pelo manguezal com estudantes e turistas, querem que os visitantes da comunidade tenham uma experiência de turismo imersivo que vai do mangue à mesa, ou seja, da coleta dos crustáceos ao preparo e degustação de receitas tradicionais.

Assim, a ideia é aprimorar o atendimento oferecido e talvez até ampliar a oferta de serviços, que hoje é voltada principalmente para grupos de crianças e jovens. O passeio começa com as mulheres levando os visitantes a percorrerem uma trilha pelo mangue, onde coletam mariscos como aratus, sururus, marisquinhos e ostras. No percurso, além de contar as histórias do povoado, as marisqueiras assobiam e cantam para atrair os mariscos.

“Chega aratu, chega aranhola, pega na linha que eu quero ir me embora!”. É assim que a secretária da Amas, Ana Sueli do Nascimento Correia, vai chamando os aratus e enchendo o balde. Sueli, Lenira Maria dos Santos, Josinete Francisca Acioli, Sônia Maria do Nascimento, Lúcia Maria de França e Josefa Helena de Oliveira demonstraram a sua rotina durante a experiência, que foi acompanhada por uma equipe da Embrapa, do Sesc Guadalupe, da Secretaria de Meio Ambiente e Turismo de Sirinhaém e da Lab Turismo. Ao final da caminhada, as iguarias são preparadas para degustação dos visitantes, à sombra de árvores, numa área ao lado da Associação, exatamente em frente ao manguezal.

 

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