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Bioinsumos são indicados para valorizar a sustentabilidade e melhorar a produtividade

🕔21.set 2022

Os bioinsumos representam um importante movimento em direção à agricultura do futuro. São biodegradáveis, têm toxicidade mínima e não deixam resíduos prejudiciais nos alimentos ou no solo, pois são produzidos a partir de microrganismos, materiais vegetais orgânicos ou naturais. A adoção de biológicos na área plantada de soja no Brasil foi de 4% para 28% entre 2016 e 2021, um crescimento de 40% ao ano. A pesquisa Market Overview – Biological Products, da Bip Spark, aponta que as culturas de algodão e soja são as que mais utilizam insumos biológicos atualmente, com participações de 67% e 28% de mercado, respectivamente. O feijão ocupa um percentual de 19% e o milho 13%. Isso reforça o potencial do setor, que ganha espaço rapidamente.

Diante desse cenário próspero, em 2020 foi criado o Programa Nacional de Bioinsumos (PNB) e estima-se que até 2025 o Brasil se torne o segundo maior mercado do segmento. Edsmar Carvalho Resende, conselheiro da Agrivalle, indústria de bioinsumos, explica que esse avanço está apoiado nos inúmeros benefícios das soluções. “Um deles é a multifuncionalidade dos bioinsumos, que inclui a capacidade de racionalizar e reduzir o uso de agentes químicos e auxiliar a preservação ambiental e a agricultura sustentável”.

Resende acrescenta que a multifuncionalidade está ligada à biologia, na qual é possível identificar que a atuação de um biológico pode resultar em ações diferentes das planejadas inicialmente. “Isso acontece porque estamos lidando com seres vivos que reagem de maneira distinta ao meio em que estão submetidos. Por isso, são capazes de atacar a doença e, ao mesmo tempo, permitir que a planta produza mais”.

Atuar com precisão em culturas que estão em desequilíbrio, além de possibilitar uma intervenção direcionada, garante rentabilidade, uma vez que o biológico age no foco do problema. “Trata-se de uma substância seletiva que não causa desarranjo no ecossistema. Isso resulta em diminuição de custos e impede que novas doenças ou pragas se aproveitem da desordem gerada”, considera Carvalho.

Uma outra amostra da assertividade dos bioinsumos de precisão foi observada no combate ao fungo Rhizoctonia Solani, causador de sérios danos a diferentes tipos de grãos e que atingiu uma área de 20 mil hectares de um parceiro da Agrivalle, resultando na perda de 20% de produtividade anual.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE