Plantar hortelã pode melhorar a renda do produtor rural
A hortelã, embora seja uma planta exótica, é uma erva com aroma e sabor que podem variar conforme a espécie. A planta é rica em vitaminas A, B e C, cálcio, ferro e possui funções terapêuticas, podendo ser utilizada como alimento, medicinal ou como domissanitários, ou seja, como produtos utilizados em limpeza de residências.
Assim como as hortaliças, as hortelãs representam uma fonte de renda, pois podem ser cultivadas não só para o consumo próprio, mas em uma escala maior, destinadas aos supermercados e casas de produtos naturais, na formas natural ou seca. O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM), Francisco Célio Maia Chaves, explica que o cultivo da hortelã deve ser feito em canteiros de, aproximadamente, um metro de largura e dez de comprimento, deixando um espaço entre um canteiro e outro, denominado rua. A esse canteiro deve ser incorporado esterco, de preferência bovino. Na ausência do esterco bovino, pode-se utilizar o de aves, porém em uma quantidade menor. A época mais adequada para o plantio da hortelã é o período chuvoso.
Se houver água para a irrigação, nada impede que a erva seja cultivada durante todo o ano, desde que a água seja de qualidade. “È importante fazer a irrigação no primeiro horário da manhã ou no final do dia, pois são horas mais frias e a eficiência da água da irrigação será maior”, explica o pesquisador.
No geral, em torno de 80 a 90 dias após o plantio, pode-se fazer a colheita. “Faz-se o corte a cinco centímetros em relação ao nível do solo, se limpa a planta, retirando os ramos velhos e folhas escuras e leva-se para uso ou secagem”, complementa. Durante o programa, Francisco Célio Maia Chaves dá mais detalhes sobre o cultivo da hortelã, além de dicas para evitar o ataque de pragas e doenças nas plantações.

