Nordeste Rural | Homepage
Advertisement

Valorizando a casca do coco verde para aumentar a renda do produtor

🕔10.jan 2019

casca do coco verdeA casca do coco verde pode ser utilizada na fabricação de vasos, estofamentos e forramento interno de automóveis, mantas para contenção de encostas, fabricação de palmilhas, divisórias, artesanatos, adubação orgânica, dentre outras. Segundo a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), o beneficiamento da casca do coco verde constitui um projeto de inclusão social, como forma de agregar valor aos resíduos da cultura do coco, além de contribuir para o fomento e incremento de renda da população excluída.

Segundo o engenheiro Fernando Ramos Florence, da EBDA, Fernando Ramos Florence o Estado da Bahia é o maior produtor de coco do Brasil com uma área plantada de 83.115 hectares e produção superior a 623 milhões de frutos. Cultura tradicional dos solos arenosos da faixa costeira do estado, gera um resíduo (a casca) que possui um aproveitamento insignificante, pois somente duas empresas de beneficiamento da casca estão instaladas no Estado, no município do Conde.

“Praticamente a casca do coco no Estado da Bahia é considerada lixo. No caso específico do coco verde, a casca é coletada na praia, custa recursos ao poder público, no sentido de coletar, transportar, além de provocar a redução do tempo de vida útil do aterro sanitário e não gerar renda, inclusão social e nem emprego. O aproveitamento desse material poderia gerar tudo isso para o pessoal que vier a trabalhar com o beneficiamento da casca”, destaca Florence.

Ele esclarece que o subtrato (pó) representa uma alternativa para a produção de mudas. “O substrato, por exemplo, pode ser amplamente utilizado na produção de mudas em grande escala, pois tem a capacitade de absorver 8,4 vezes o peso seco dele em água. Já a fibra pode ser usada principalmente na indústria automobilística e na contenção de encostas”.

De acordo com Florence, a fibra do coco foi recentemente exportada pelo Estado do Pará para a indústria calçadista da Espanha para a produção de palmilhas. “Isso porque a fibra de coco tem um efeito térmico e acústico”. Por sua vez, Jorge Silveira destaca o uso do cocoxim (vaso feito com a casca do coco) como alternativa ecológica para o plantio de plantas ornamentais no lugar no xaxim. Ele lembra que o xaxim está em extinção, pois durante muitos anos foi uma planta muito utilizada para a confecção de vasos e hoje sua venda é proibida pelo Ibama.

 

Similar Articles

Especialistas apostam em aumento de canaviais irrigados em 2019

Especialistas apostam em aumento de canaviais irrigados em 2019 0

A popularização da irrigação por pivô central está fazendo a diferença no que diz respeito

Pesquisadores avaliam crescimento na pecuária leiteira para 2019

Pesquisadores avaliam crescimento na pecuária leiteira para 2019 0

Melhora no cenário econômico e safra recorde de grãos devem fazer este ano ser de

Fechados os números do Valor da Produção de 2018

Fechados os números do Valor da Produção de 2018 0

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerrou o ano de 2018 em R$ 569,8

A peste suína clássica pode ser combatida com bom alimentação para os animais

A peste suína clássica pode ser combatida com bom alimentação para os animais 0

O surgimento dos primeiros focos da peste suína no Brasil, em meados do ano passado,

O destaque brasileiro na produção mundial de goiaba e de maracujá-azedo

O destaque brasileiro na produção mundial de goiaba e de maracujá-azedo 0

Foto: Cati Na produção de goiaba, o estado de São Paulo vem se destacando com

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE