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Vai começar a seleção de produtores do Leite Saudável

🕔05.out 2015

ordenha mecânica (1)Agricultores que pretendem se qualificar para o programa leite saudável, terão que apresentar a critérios técnicos e ter estrutura mínima para receber assistência já a partir do próximo dia 15 deste mês de outubro. Em todo o Brasil serão selecionados 80 mil produtores que serão contemplados pelo programa Leite Saudável. A informação é do secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Caio Rocha. O objetivo do programa é aumentar a competitividade do setor lácteo e a melhorar a qualidade do leite produzido no Brasil.

O Mapa e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) investirão R$ 387 milhões, até 2019, no programa, que contemplará os cinco principais estados produtores de lácteos do país: Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Juntos, eles representam 72,6% da produção nacional.

O secretário Caio Rocha disse que os agricultores selecionados terão de atender a critérios técnicos, como produzir ao menos 50 litros de leite por dia, e apresentar estrutura mínima para receber assistência técnica, cursos de gestão e pacote tecnológico, como inseminação artificial. Os laticínios e as cooperativas locais, juntamente com o Sebrae e o Senar, auxiliarão na seleção desses produtores.

O programa terá sete eixos principais de atuação: assistência técnica gerencial, melhoramento genético, política agrícola, sanidade animal, qualidade do leite, marco regulatório e ampliação de mercados. Dados apresentados pelo ministério, mostram que a produção de lácteos no país cresce 4,4% ao ano, enquanto o consumo médio aumenta apenas 3,3% anualmente. “Isso mostra que temos espaço significativo para ampliação do consumo interno”, assinalou Caio Rocha.

Apesar da alta produção, a produtividade média do país continua sendo uma das mais baixas do mundo, de acordo com o secretário. O Brasil produz 4,4 litros de leite por vaca diariamente, taxa inferior a de outros países como Argentina (15,6 litros/vaca/dia), Austrália (15,6) e Nova Zelândia (11). “Elevar a produtividade e, consequentemente, aumentar a renda do produtor são o nosso grande desafio”, observou o secretário.

 

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