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Uma vitória para o controle do efeito estufa no Brasil

🕔12.jun 2017

cana - colheitaUma queda na emissão de gases do efeito estufa foi identificada na queima da cana em São Paulo. Entre 1990 e 2015 vou uma redução de 44%. Nos últimos 25 anos, as emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas pela colheita da cana-de-açúcar, em São Paulo, foram reduzidas, segundo estudos de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP), seguindo a mais recente metodologia publicada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O documento traz estimativas anuais para o estado e municípios. Apesar de o novo método resultar em maiores emissões de gases em relação ao anterior, nas mesmas condições de produção e quantidade de cana-de-açúcar, o resultado mais importante é a acentuada redução da emissão nos últimos anos, efeito direto da adoção do corte da cana crua, preconizado por lei e adotado progressivamente no Estado de São Paulo.

Segundo a análise da pesquisadora da Embrapa Magda Lima, autora do trabalho, esse decréscimo evidencia o papel da legislação estadual e de sua implementação sobre o controle de queimada. “Além disso, o trabalho mostra que as estimativas de emissão de metano em 1990 resultaram em valores 4% inferiores aos obtidos no relatório de referência sobre o setor de agricultura do 1º Inventário, publicado em 2015, o qual se baseou na aplicação do método do IPCC de 1996 para o período de 1990 a 2008. No mesmo ano, as estimativas de emissão de óxido nitroso e de nitrogênio foram 50% inferiores às estimadas pelo método do IPCC de 1996, enquanto as emissões de monóxido de carbono foram 55% superiores,” relata a cientista.

São Paulo é o principal estado produtor da cana-de-açúcar, com mais de 423 milhões de toneladas produzidas em 2015, o que representa 54,8% da produção nacional e área colhida de cinco milhões de hectares, 56,6% do País. Em 2006, 469 municípios paulistas colheram cana-de-açúcar, enquanto em 2015 foram 508, do total de 645. Observou-se maior densidade de áreas de cultura na região nordeste paulista, e, consequentemente, maior quantidade emitida de gases, sobretudo em 2006, quando havia ainda grande incidência de queima na pré-colheita. Em 2015, a prática de colheita crua fica bastante evidente e apresenta o efeito progressivo da legislação de controle de queimadas.

 

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