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Uma radiografia da cadeia produtiva de flores no Brasil

🕔28.nov 2015

flores 1Os números da cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais no Brasil impressionam. No ano passado, o segmento movimentou mais de R$ 10 bilhões e gerou 190 mil empregos diretos, investindo R$ 2,8 bilhões em salários. E também gerou R$ 2,5 bilhões de impostos. Os dados fazem parte de um mapeamento inédito da cadeia de flores e plantas no Brasil, que foi divulgado esta semana, em Holambra, durante o 4º Seminário do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).

Desenvolvido pela Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia da Universidade de São Paulo (Fundace/USP), o Mapeamento e Quantificação da Cadeia Produtiva de Flores e Plantas Ornamentais do Brasil em 2014 foi financiado por meio de um convênio entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp).

“Pela primeira vez é possível demonstrar a grandeza econômica da cadeia de flores no Brasil, com um descritivo dos seus elos e análise dos seus fluxos financeiros”, diz o presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande.  O estudo revelou ainda que a força econômica da cadeia está nas cooperativas. As três principais cooperativas do país estão em São Paulo – Veiling Holambra, Cooperflora e SP Flores. O Estado de São Paulo representa 40% do mercado de flores do país.

“O sistema de produção e mercantilização dessas cooperativas faz frente às melhores tecnologias do mundo. O problema é que, se sairmos de São Paulo, a produção de flores ainda é independente e carente de tecnologia”, diz Fava Neves. Para ele, o caminho da profissionalização da cadeia está na formação de cooperativas e na criação de uma rede de expansão tecnológica, que permita levar o benchmarking das grandes cooperativas aos produtores em outras localidades.

Um dos desafios do levantamento foi o excesso de produtos comercializados; nesse sistema há mais de 2.000 espécies de flores e plantas ornamentais. Assim, estabeleceu-se por intermédio das entrevistas as principais espécies a partir de três categorias de produto: (1) flores e folhagem de corte, (2) flores e plantas de vaso e (3) plantas ornamentais e destinadas ao paisagismo (exceto grama).

Foram entrevistadas 107 pessoas, entre eles produtores, decoradores, fornecedores de insumos, máquinas, implementos, representantes de cooperativas, atacados, floriculturas e centros de distribuição, em 20 cidades, durante maio e agosto deste ano. A base dos dados refere-se a 2014.

O levantamento mostra também que o PIB da cadeia de flores no Brasil foi de R$ 4,5 bilhões e a movimentação financeira, de R$ 10,2 bilhões. Entre os principais canais de distribuição do varejo, os decoradores foram os que mais faturaram em 2014, cerca de R$ 2,3 bilhões, seguidos das floriculturas, com R$ 984,3 milhões. Tanto os números de importação como de exportação de flores ainda são poucos significativos. Representam apenas 1%. De qualquer forma, a balança é negativa: importamos R$ 83 milhões e exportamos R$ 55 milhões.

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