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Um bioinseticida para acabar com os ataques de lagartas nas plantações agrícolas

🕔22.jan 2015

Lagarta-da-sojaO inseticida foi desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia com objetivo de acabar os ataques de lagartas às culturas agrícolas no Brasil. O material desenvolvido é um inseticida totalmente biológico capaz de controlar essas pragas, sem fazer mal à saúde humana, de animais e ao meio ambiente.

O bioinseticida foi desenvolvido em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia (DF) e é capaz de controlar diversas lagartas que atacam culturas agrícolas, entre as quais, destacam-se: a lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis); lagarta das hortaliças (Plutella xylostella), também conhecida como traça das crucíferas; e a lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda).

O produto ganhou o nome de “Ponto Final”, e foi desenvolvido a partir de uma bactéria denominada Bacillus thuringiensis (Bt), amplamente utilizada em programas de controle biológico de pragas em todo o mundo. A raça da bactéria selecionada para a formulação do bioinseticida age especificamente

A pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat, explica como é a ação do bioinseticida: “Uma vez que a larva ingere a proteína tóxica produzida pela bactéria, essa toxina vai para o intestino da larva, causando uma ruptura, uma infecção, levando a larva à morte”. O Diretor Técnico da Bthek Biotecnologia, Marcelo Soares,  aponta outra vantagem do produto: o fato de sua aplicação dispensar o uso dos Equipamentos de Proteção Individual, (EPIs), o que tem agradado aos trabalhadores rurais que fizeram as aplicações experimentais do “Ponto Final”.

A aplicação do bioinseticida segue os mesmos procedimentos adotados para os produtos convencionais, inclusive em termos de quantidade. Com apenas um litro por hectare, o “Ponto Final” é capaz de matar as lagartas-alvo, preservando insetos benéficos ao ambiente, como as “joaninhas” e as “tesourinhas”, que também são eficientes como predadoras naturais de lagartas e pulgões. Justamente por não ser prejudicial ao meio ambiente e a outros seres vivos, o novo inseticida biológico traz ainda uma característica bastante interessante: foi certificado para uso em sistemas de agricultura orgânica.

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