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Semiárido nordestino precisa de reflorestamento

🕔13.out 2017

Caatinga+manejoHistoricamente, a caatinga (bioma exclusivamente brasileiro) vem sendo utilizada para atender às mais diversas demandas da população sertaneja: fornece lenha e carvão para indústrias e domicílios, madeiras para construção rural (varas, estacas, moirões, etc.), toras para serraria, além de muitos produtos florestais não-madeireiros, como frutos, cascas, óleos, resinas, fibras, etc. Assim, a ação do homem sobre os ecossistemas do semi-árido nordestino acontece, basicamente, através da exploração de três atividades: agricultura, pecuária e extração de madeira.

Atualmente, pratica-se ainda a agricultura de subsistência, não raro, embora desaconselhado, com destoca e queima. A pecuária extensiva é responsável por parte da degradação, principalmente do estrato herbáceo. A extração de biomassa lenhosa para fins diversos tem contribuído significativamente com o processo de degradação desse ecossistema.

Na caatinga da região do Seridó Norte-rio-grandense, a retirada de madeira para mais de 100 cerâmicas, tem sido apontada como a principal causa da degradação dessa área. Além da baixa capacidade de suporte animal da caatinga dessa região, a mesma é apontada como um dos quatro núcleos de desertificação do Nordeste, indicando o grau de dificuldades que a região terá de superar para promover o seu desenvolvimento econômico de forma sustentável.

Segundo Manoel de Souza Araújo, Engenheiro Florestal e pesquisador da Emparn, a produção do ecossistema seridoense depende, em grande parte, do uso adequado dos recursos ambientais, da implantação de unidades de conservação, do monitoramento de áreas críticas, além da recuperação de áreas degradadas através de estratégias de reflorestamento com espécies arbóreas e arbustivas, nativas e introduzidas, de valor ambiental e econômico adaptadas à ecologia da região.

Entre as espécies lenhosas nativas da caatinga, com possibilidades de uso em reflorestamento no seridó, destacam-se o sabiá, a craibeira, a carnaubeira, o pau ferro, a catingueira, o angico e a favela. E entre as espécies introduzidas de crescimento rápido com potencial madeireiro e forrageiro, adaptadas à ecologia da região, sobressaem-se a algarobeira, a leu cena e a gliricídia. O nim indiano vem apresentando resultados animadores para produção de madeira e bioinseticida, sendo indicado também para reposição florestal.

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