Nordeste Rural | Homepage

Projeto introduz novas variedades de uva no Vale do São Francisco

🕔19.jun 2017

novas uvasO projeto de introdução de novas variedades de uvas no vale do São Francisco que está sendo realizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) por meio de convênio com a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Sectec/PE), no valor de aproximadamente R$ 2,7 milhões. O projeto conta com participação da Embrapa Semiárido, Universidade do Estado da Bahia e empresas parceiras.

O objetivo é aumentar a produção, reduzindo os custos de manejo, ampliando assim, a renda do agricultor e melhorando a qualidade dos frutos. “O que queremos com esse projeto é introduzir novas variedades de uva que garantam e aumentar a competitividade da fruta no mercado, tanto pela qualidade quanto pela redução de custos e pela plasticidade na adaptação as condições da região. A Codevasf orgulha-se em poder contribuir para que o vale do São Francisco continue apostando nesse produto que hoje responde como importante item de exportação”, avalia a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino.

Segundo Osnan Soares Ferreira, engenheiro da Codevasf em Petrolina e responsável por acompanhar os estudos, o projeto será concluído em dezembro deste ano quando termina o convênio com a Sectec/PE. Ele acrescenta que a pesquisa leva em consideração o mercado consumidor e atende às tendências e exigências do mercado. “Estão sendo avaliadas 73 novas cultivares de uva sem semente e duas novas cultivares de uva com semente. Também serão feitas análises laboratoriais e avaliação mercadológica”, complementa Ferreira.

Do total de novas cultivares de uva, onze variedades foram selecionadas para plantio em escala comercial, sendo que deste montante apenas uma tem semente. As variedades selecionadas foram Cotton Candy, Jacks Salute, Sugar Crisp, Sweet Celebration, Sweet Globe, Sweet Jubillee, Sweet Mayabelle, Sweet Sapphire, Sweet Sunshine, Sweet Surprise e Timco. Todas são patenteadas por empresas agrícolas estrangeiras.

“Os resultados apontam para um aumento de produção de 10 a 15%, dependendo de fatores como boas práticas de produção, adubação etc. A redução nos custos de manejo é estimada em torno de 10%. Os frutos apresentam melhor firmeza, crocância e aparência, além de um maior brix (grau de açúcar). Quanto ao valor agregado, os produtores podem obter uma lucratividade média de 20 a 25% no plantio das novas variedades”, conclui Ferreira.

 

 

Similar Articles

Antioxidante não deixa a maçã escurecer depois de cortada

Antioxidante não deixa a maçã escurecer depois de cortada 0

A nova tecnologia foi desenvolvida pelo pesquisador, Rufino Fernando Flores Cantillano, da Embrapa Clima Temperado,

Receita – Talharim primavera

Receita – Talharim primavera 0

INGREDIENTES:   Para a massa: - 500g de talharim - ½ xícara (chá) de Margarina Delícia Supreme (100g) - 2

Vendas para o mercado asiático podem melhorar o desempenho das exportações de carne suína brasileira

Vendas para o mercado asiático podem melhorar o desempenho das exportações de carne suína brasileira 0

Foto R Globo Rural As vendas de carne suína pelos produtores brasileiros alcançam 155,2 mil

As cores do Recife no céu

As cores do Recife no céu 0

Hoje cedo o Recife acordou com um belo adorno no céu. O arco-íris se projetou

Uma tecnologia simples ajuda a controlar a irrigação automaticamente

Uma tecnologia simples ajuda a controlar a irrigação automaticamente 0

A tecnologia consegue reduzir o consumo de água e energia na lavoura em até 50%.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE