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Produtividade agrícola melhora com uso de insetos polinizadores

🕔05.fev 2016

Insetos polinizadoresO rendimento de diversas culturas agrícolas em pequenas e grandes propriedades pode aumentar consideravelmente com a quantidade e a diversidade de insetos polinizadores. A constatação é o principal foco do artigo como as abelhas em áreas de plantio é uma estratégia barata e sustentável para melhorar  A constatação está no artigo “Resultados mutuamente benéficos para diversidade de polinizadores e produtividade agrícola em pequenas e grandes propriedades”, publicado na revista científica Science na última sexta-feira (22), e  é fruto de um estudo internacional realizado com a coparticipação da Embrapa.

O estudo da Science analisou dados coletados em 33 culturas agrícolas que dependem em algum grau de polinizadores em 344 áreas, pequenas e grandes propriedades na África, Ásia e América Latina. No Brasil, foram incluídos dados coletados sobre caju, canola, maçã, tomate, melão e algodão, sendo as duas últimas culturas estudadas pela Embrapa Semiárido (PE) e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), respectivamente.

Os resultados mostram que a intensificação ecológica, que no jargão científico significa melhorar a produtividade das culturas por meio da gestão da biodiversidade, pode ser uma saída para o aumento da produção de alimentos, especialmente nos países mais pobres.

A análise dos dados mostrou que em áreas pequenas, menores do que dois hectares, um aumento da densidade de polinizadores leva a um aumento constante da produtividade. Já em grandes áreas, em campos com mais de dois hectares, os benefícios só foram detectados quando a diversidade de espécies era elevada.  Um dos insetos de maior importância na polinização é a abelha. No caso do algodoeiro, por exemplo, a  presença das abelhas pode significar um aumento de 18% na produção.

A contribuição da Embrapa no estudo deteve-se nas culturas do algodoeiro e meloeiro. A pesquisadora Carmen Pires estudou a cultura do algodão e as pesquisadoras Márcia Ribeiro e Lúcia Kill, da Embrapa Semiárido, se debruçaram sobre a polinização do meloeiro. No caso do algodão, a cientista trabalhou entre 2010 e 2012 em três biomas brasileiros onde essa cultura tem grande expressão socioeconômica: o Cerrado, o sul da Amazônia e a Caatinga.

Os estudos foram feitos em pequenas e grandes propriedades, em áreas com e sem o uso de mecanização e insumos agrícolas, e também em locais que adotam o sistema agroecológico. Os resultados mostraram que há uma grande variedade de abelhas visitando as flores do algodoeiro, cerca de 130 espécies, e que a presença desses insetos está diretamente relacionada ao aumento de 18% em média na produtividade dessa cultura.

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