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Pesquisadores querem encontrar cultivar de cítricos que se adapte à seca

🕔13.mar 2019

tangirinaÉ um trabalho pioneiro dos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A técnica inicial aproveita os mecanismos de “memória” desenvolvidos por plantas cítricas para um melhor convívio com situações de escassez de água. A técnica consiste em submeter as mudas a situações de déficit hídrico durante a sua formação. Ao receber menor quantidade de água nesse período, a planta desenvolve uma “memória” que a ajudará a enfrentar esse cenário no campo, quando adulta. Isso ocorre porque o desafio imposto provoca as chamadas alterações epigenéticas no vegetal, modificações no genoma que podem permanecer estáveis ao longo de várias divisões celulares e que não envolvem mudança na sequência original do DNA.

A pesquisa avaliou as alterações epigenéticas de dois porta-enxertos (parte inferior que corresponde ao sistema radicular da planta), o limoeiro Cravo e a tangerineira Sunki Maravilha, em combinação com a copa da laranjeira Valência. Essas alterações foram induzidas por recorrentes situações de déficit hídrico. A pesquisa está no escopo de uma série de trabalhos relacionados à tolerância à seca que a Embrapa vem desenvolvendo com diversas culturas, a exemplo da mandioca e da banana, levando-se em consideração o aumento gradativo das alterações climáticas no planeta.

Trata-se do primeiro estudo que relata alterações epigenéticas em citros submetidos a déficit hídrico. Há trabalhos dessa natureza, mas com outras culturas. Os resultados foram publicados no Scientific Reports, periódico on-line do grupo Nature. O pesquisador da Embrapa Abelmon Gesteira, responsável pelo estudo realizado em cooperação com o Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na Bahia, envolvendo as estudantes Diana Neves e Dayse Drielly Vieira, cujas teses de doutoramento embasaram a pesquisa.

Diana, que estudou os efeitos da recorrência do déficit hídrico nas plantas, assinala como principal inovação do trabalho a perspectiva de que a metodologia desenvolvida seja usada diretamente pelo produtor. “A ideia é que o viverista possa aplicar o déficit hídrico durante a formação das mudas antes de levá-las para o campo. Daí elas já vão com essa ‘memória’ de tolerância à seca”, complementa Diana, hoje doutora em genética e biologia molecular.

 

 

 

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