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Pesquisadores fazem um mapa das áreas com risco de erosão em Alagoas

🕔13.jul 2020

erosão em AlagoasO método, desenvolvido por uma equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa Solos (RJ), formada por especialistas em ciência do solo, agrometeorologia, planejamento regional e agricultura digital, levou em consideração dois aspectos: a suscetibilidade e a vulnerabilidade do solo à erosão hídrica. Eles estão relacionados, respectivamente, à predisposição e ao risco de degradação dos solos nas áreas do estado

“O primeiro expressa a suscetibilidade natural dos solos à erosão em sua ambiência, ou seja, considerando o relevo em que se encontram e as condições climáticas às quais estão submetidos. Dessa forma, por meio de modelagem conceitual baseada na interpretação especialista, realizamos a integração dos dados sobre a erodibilidade do solo, a declividade do terreno e a erosividade das chuvas para obter o mapa de suscetibilidade. O mapa de vulnerabilidade, por sua vez, ao integrar a suscetibilidade natural dos solos com o nível de exposição destes à erosão, em função do uso agropecuário ou da cobertura vegetal natural, traz a noção de risco das áreas aos processos erosivos”, detalha o pesquisador Rodrigo Demonte.

No estudo da Embrapa que identificou e mapeou as áreas suscetíveis e vulneráveis à erosão hídrica do estado de Alagoas foram elaborados três mapas temáticos que poderão apoiar o setor produtivo e o poder público na tomada de decisão para priorização e seleção das unidades territoriais mais vulneráveis à erosão em programas de conservação, recuperação ou reinserção de áreas com potencial produtivo. Os mapas de erodibilidade, de vulnerabilidade e de suscetibilidade do solo à erosão hídrica de Alagoas, na escala 1:250.000, serão disponibilizados para a sociedade na plataforma Geoinfo, interligada à Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde), após a entrega ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com o analista Ricardo Dart, a plataforma Geoinfo, que disponibilizará para o público as informações e os dados espaciais produzidos pelo estudo, segue padrões seguros e de qualidade que possibilitam a preservação dos dados. “Ela é de grande valia para gestores de políticas públicas, possibilitando a geração de novas informações a partir das disponibilizadas e a sua difusão para toda a sociedade”, declara.

 

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