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Os prejuízos e os perigos do tétano em equinos

🕔05.abr 2018

Doença pode trazer uma série de prejuízos para os criadores e a taxa de mortalidade pode chegar aos 80%. O tétano é considerado uma das doenças mais letais para os equinos. Diversos estudos publicados indicam que a taxa de mortalidade entre os animais contaminados variam de 75% a 80% . A doença, muitas vezes negligenciada, pode trazer sérios prejuízos para os criadores provenientes dos gastos com tratamento e da perda genética dos animais acometidos.

A enfermidade é causada pela bactéria Clostridium Tetani, que reside no trato gastrointestinal dos cavalos e, no ambiente, pode sobreviver por longos períodos na forma esporulada. “Os animais são constantemente desafiados, pois estão expostos a esporos que estão presentes nas baias e estábulos”, afirma a Gerente de Linha da Unidade de Equinos da Ceva Saúde Animal, Baity Leal.

A contaminação pelo tétano ocorre por meio de ferimentos na pele do animal. Lesões causadas por ferrageamento, procedimentos cirúrgicos, como castrações, contribuem para infecção do animal.

Ao entrar em contato com o ferimento, a Clostridium Tetani provoca rigidez muscular. Inicialmente o sintoma é localizado próximo à lesão que serviu como entrada para a doença. Na sequência, o animal começa a apresentar espasmos, opistótomos, trismo, prolapso e febre. “Durante a rápida evolução do quadro infeccioso, o cavalo pode apresentar problemas respiratórios como dilatação das narinas, esforço respiratório e, em casos graves, hipóxia, que pode evoluir para paradas respiratórias”, explica Baity

“A vacinação anual dos equinos contra o tétano é a principal forma de proteger os animais contra a doença. A imunização somada ao manejo sanitário adequado, evitando o contato do equino com as próprias fezes, é uma das formas de reduzir as chances de infecção”, conta Baity.

Além disso, os itens de uso comum como rasqueadeira, escovas e embocaduras devem ser higienizados criteriosamente e a aplicação de medicamentos e vacinas deve ser realizado com seringas e agulhas descartáveis. Outra indicação é o uso do soro antitetânico em intervenções cirúrgicas e em traumas com feridas.

O rápido diagnóstico da doença, por meio da análise dos sinais clínicos, das mudanças comportamentais e do histórico do equino, é imprescindível para que o tratamento seja iniciado. “Em caso de sinais como rigidez muscular, cauda em bandeira, protusão de terceira pálpebra e sensibilidade aos ruídos e luminosidade, os criadores devem buscar imediatamente o apoio de um médico-veterinário que irá confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado”, afirma Baity. Na maioria dos casos de tétano, os cavalos afetados vão a óbito, e em casos de cura o animal pode apresentar sequelas locomotoras.

 

 

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