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Orientações para o produtor conseguir uma boa colheita da erva-doce

🕔10.mar 2015

Erva-doce_florida_20091117165422A erva-doce é uma planta cultivada em quase todo o Brasil. Na Região Nordeste, o cultivo ocorre no período das chuvas. Em Sergipe, o cultivo é feito principalmente em consórcio com o feijão. Com o objetivo de aumentar a produtividade da erva-doce, a Embrapa Tabuleiros Costeiros , em Sergipe, realizou uma pesquisa, verificando, dentre outras coisas, quais outras plantas poderiam ser cultivadas com a erva-doce, em consórcio, além do feijão.

De acordo com a pesquisadora  Luciana Marques de Carvalho, foram feitos plantios consorciados da erva-doce com o milho, o feijão caupi, feijão comum, o manjericão e a arruda.  Os melhores resultados foram verificados no cultivo consorciado com o feijão, tanto o comum quanto o caupi. O milho, dentro do espaçamento adotado para a erva-doce (1,00 x 0,80m), não se mostrou muito adequado, pois reduziu tanto o crescimento quanto o desenvolvimento da planta.

Já nos consórcios com o manjericão e com a arruda, também consideradas plantas medicinais, assim como a erva-doce, observou-se que o plantio não causou redução na produção da erva-doce, porém o manjericão não conseguiu se manter na área por muito tempo. A arruda mostrou-se mais resistente à condição climática.

A pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros recomenda como um dos aspectos importantes para a produção segura da erva-doce,  os cuidados no processo de secagem. Apesar de ser uma prática comum, a secagem ao sol e em cima de lonas ou área cimentada, pode trazer problemas como a contaminação e a perda de qualidade.

“A secagem ao sol não é recomendada para frutos aromáticos, tanto devido à possibilidade de perda de substâncias voláteis, quanto às transformações que podem ocorrer e acarretar a produção e acúmulo de substâncias que podem ser tóxicas. Outro ponto importante é que quando essa secagem ocorre livre no ambiente, no chão ou em lonas, os frutos da erva-doce ficam expostos à contaminação ambiental”, explica a pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros, lembrando que o consumidor, geralmente, não lava os frutos da erva-doce antes de usá-los na forma de chá. O recomendado, segundo ela, é a secagem à sombra, em local ventilado.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE