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Organização Mundial de Saúde Animal reconhece o Brasil como livre da aftosa com vacina

🕔26.mai 2018

Rebanho bovino - aftosaNovos status sanitário foi entregue em Paris, durante reunião da Organização Mundial de Saúde Animal. Com isso, novos mercados para a carne brasileira poderão ser abertos.  O reconhecimento foi recebido pelo  ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em Paris, durante a 86ª reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O certificado que confere ao Brasil o status de livre da febre aftosa com vacinação, impulsiona o país a uma nova condição sanitária, agora estendida a todos estados, além de Santa Catarina considerada livre sem vacinação.

“O Brasil vem numa luta, em um programa de mais de 60 anos para erradicar essa doença e, nos últimos anos, fez um esforço muito grande para finalmente resolver o problema”, afirmou. “E, a partir desse reconhecimento, o Brasil tem novo status no mercado mundial e poderá acessar mercados que ainda estão fechados”. Ele destacou tipos de carne que passarão a ser negociados, principalmente, com países asiáticos, entre eles, China e Japão. “Não era possível, até agora, por exemplo, exportar para a China carne que contém osso”.

“E há o efeito colateral, que são as exportações de carne suína. Se você não tem o país livre, o mercado não aceita a carne suína. Temos um estado na federação que é livre sem vacinação, então, esse podia exportar por exemplo, para o Japão, para Coreia e outros mercados. Em resumo, muda-se o status e ao mudar, você tem mais gente para conversar, mais países para comercializar”, disse Maggi.

Programa elaborado pelo Ministério da Agricultura junto com produtores prevê que até 2023 deverá ser possível cessar a vacinação no país, iniciando a retirada da vacina contra aftosa já a partir do ano que vem. “Temos esse cronograma definido em função do fluxo de animais, porque uma vez declarado o estado como zona livre, não é possível transitar mais por ele com animais procedentes de outro com situação diversa. E também há atuação nas fronteiras, desde a Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela, países com os quais há um programa conjunto”.

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