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O vinho e as uvas famosas do velho mundo

🕔19.ago 2016

adega com vinhosPor:

Fernando Antonio Queiroz Fonseca Júnior

Olá, queridos enófilos!

Estamos aqui para comentar sobre as célebres uvas do velho mundo ou antigo continente. Vamos tratar do básico, pois o tema como um todo é complexo e por isso temos que desbravá-lo por partes.

Como dito no texto anterior, o caminho percorrido pelo vinho na Europa é: Grécia (Deus Dioniso); Itália (Deus Baco); França (berço da adoção); parte da Alemanha (Brancos maravilhosos); Espanha (amigos da Argentina) e Portugal (amigos do Brasil). Antes que me questionem, quero deixar bem claro que EXISTEM SIM outros países na Europa que também produzem e consomem vinho, mas não são tão famosos quanto os citados.

Percebam que todos os países mencionados são litorâneos e por isso os denominados “nômades” caminharam por onde havia água e consequentemente possibilidade de plantação. Em seu trajeto, a caça e o fogo assumiam papel determinante para a sobrevivência. Porém, a uva tinta também tinha a sua importância, pois ajudava a proteger o corpo contra o frio.

Na Itália os imperadores exigiam alimentos selecionados, mas também cuidavam de estocar as melhores uvas. Nesse mesmo período, descobria-se que a fermentação natural e o armazenamento em barris e garrafas proporcionava melhora no vinho. Atualmente, as principais regiões produtoras de vinho da Itália são a Toscana e Piemonte e suas principais uvas, a “Sangiovese” e a “Nebbiolo”.

A França absorveu tudo isso, adaptou e promoveu melhorias. Por tudo isso o vinho francês se tornou glamoroso e ganhou fama, fazendo com que países vizinhos iniciassem também um processo em busca da excelência na produção dessa bebida dos deuses. E foi desse país, precisamente das famosas regiões de Bordeaux e Borgonha, que saíram talvez as uvas mais conhecidas do mundo: a “Cabernet Sauvignon” e a “Chardonnay” sendo esta última a rainha das brancas.

A Grécia com sua culinária mediterrânea à base de peixe e azeite se transformou num país cujo consumo dos vinhos é bastante elevado, mas por lá são os brancos que se destacam, ,mas, acreditem, lá tem vinhos muito bons.

A Espanha e Portugal não ficam atrás. As regiões de Rioja e Ribeira del Dueiro na Espanha nos beneficiam com os melhores vinhos elaborados com a uva “Tempranillo”. Em Portugal, Alentejo, Dão e Douro, tem na sua uva “Touriga Nacional” sua maior estrela.

Para finalizar, eu lembro a regra básica da harmonização: tentem consumir vinhos de cada país e de cada região com pratos e refeições da mesma localidade.

No próximo texto, falaremos sobre o vinho do mes de agosto. Aguardem!

Saúde a todos e tim tim.

Fernando Antonio de Queiroz Fonseca Jr.

(TONY)

 

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