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O suco de uva brasileiro ganha preferência de consumidores no mundo todo

🕔29.jan 2019

Uva cacho com taçaA qualidade do suco de uva brasileiro e a inexistência de produtos semelhantes no mercado internacional têm se tornado diferenciais competitivos. Somente no primeiro semestre de 2018, o produto foi exportado para 13 países: Angola, Argentina, Austrália, Bélgica, Bolívia, Chile, China, Estados Unidos, Japão, Holanda, Paraguai, Portugal e Reino Unido e, em 2017, chegou a 22 países.

Cor violácea intensa, altos teores de açúcar, elevada produtividade, acidez equilibrada, aroma e o sabor das tradicionais cultivares de Vitis labrusca são as características indispensáveis que a uva deve apresentar para resultar em um bom suco, diz João Dimas Garcia Maia, melhorista da Embrapa. Com esse foco, ele relata que já foram lançadas cultivares tintas específicas para suco, como a BRS Cora, a BRS Violeta, BRS Carmem e, mais recentemente, a BRS Magna.

Grande parte desse crescimento é resultado de pesquisas que o caracterizam como um superalimento, com muitos benefícios para a saúde. Segundo a biomédica e pesquisadora Caroline Dani, que estuda o suco de uva há 13 anos e é uma das principais referências em pesquisas sobre o produto no Brasil, o seu consumo está relacionado à prevenção de doenças cardiovasculares, redução da pressão arterial, diminuição do risco de aparecimento de enfermidades neurológicas, prevenção do envelhecimento precoce e auxílio na redução de peso.

 “O consumo de até 400 ml de suco de uva por dia para adultos protege em até 80% contra os riscos das doenças cardiovasculares”, destaca a pesquisadora, que também coordenou estudos que revelaram o benefício dos polifenóis presentes na uva: a proteção do sistema nervoso central, com a melhora da cognição e da memória, observada em um grupo de idosos que consumiu suco de uva por 30 dias. Há também trabalhos que revelam o aumento da atividade cerebral e de proteção contra o câncer de mama, além da redução do risco de diabetes e obesidade, com ganhos na prática de atividades físicas.

Segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), nos últimos dez anos houve aumento de 372% nas vendas de suco de uva no Brasil. Responsável por 90% do abastecimento nacional da bebida, o Rio Grande do Sul elaborou 125,4 milhões de litros de sucos prontos para consumo e 31 milhões de quilos de suco concentrado na safra 2017/2018. Os 10% restantes estão sendo elaborados nos estados de Santa Catarina, Mato Grosso, Bahia, Paraná, São Paulo e Pernambuco.

Na avaliação do presidente do Ibravin, Oscar Ló, o suco de uva vem se consolidando como um dos carros-chefe do setor vitivinícola brasileiro, especialmente por fazer bem à saúde, não ter contraindicações e agradar a todos os públicos, de crianças a idosos. Ele destaca que nos últimos seis anos o produto absorveu metade da matéria-prima cultivada no Rio Grande do Sul. “Num período de recessão econômica obtivemos, de janeiro a outubro de 2018, um crescimento de 22,12% nas vendas de suco no mercado interno, em comparação a igual período do ano anterior. Além disso, promover o suco de uva 100% é estimular o consumo de uma bebida saudável, que pode ser consumida por toda a família”, completa ele, ao se referir às ações de valorização do produto, realizadas pelo Instituto, por meio do Projeto 100% Suco de uva do Brasil.

 

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