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O risco de contaminação das micotoxinas em rações suínas

🕔04.jan 2016

ração suinaAs Micotoxinas são substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos presentes nas matérias primas usualmente utilizadas na ração animal. Introduzidos na ração, causam efeitos tóxicos que podem trazer prejuízos ao desempenho e saúde dos animais. Uma das micotoxinas com importante impacto na suinocultura são as fumonisinas (FUM). Os efeitos negativos, medidos muitas vezes só no abatedouro, pesam no custo de produção, mas é preciso diagnóstico para entender a origem da contaminação, proveniente da baixa qualidade dos ingredientes.

O problema se agrava devido ao clima tropical e subtropical do Brasil, onde as fumonisinas estão presentes em boa parte dos grãos utilizados na nutrição animal, com altos níveis de contaminação. Das matérias-primas nacionais utilizadas para ração analisadas pela empresa no período 2013/2014, 91% apresentaram fumonisinas. “Este levantamento demonstra claramente o grande risco de intoxicação para os animais, especialmente os suínos, muito susceptíveis a ela”, complementa o médico veterinário e gerente técnico da Biomin Vladimir Borges.

Dentre as diversas micotoxinas existentes, a fumonisina (FUM) é uma das mais incidentes no mundo todo. Na América do Sul, sua incidência chega a 67%. “No entanto, os problemas causados por ela são, muitas vezes, subestimados”, afirma o diretor regional de marketing da Biomin, Guilherme Borchardt Neto.

Os problemas causados pelas fumonisinas nos suínos vão da granja ao abate. Primeiro, causam edema pulmonar, imunossupressão, efeitos hepatotóxico, queda de palatabilidade e redução na digestibilidade de alguns nutrientes. Além disso, os animais expostos a fumonisinas ficam bem mais susceptíveis a patógenos como E. coli, Pasteurella multocida, Bordetella bronchiseptica, Salmonella typhimurium. No abate, ocorre a variabilidade da qualidade da carcaça.

Conforme Borges, os programas vacinais ou terapêuticos podem apresentar baixa eficácia devido a imunussupresão. A utilização de adsorventes de base mineral em dietas contaminadas é hoje o método mais usual para o tratamento contra a fumonisina. “A adsorção é um método eficiente para a aflatoxina, mas bem menos eficiente no controle de outras micotoxinas, como a tricotecenos, zearalenona e fumonisina”, destaca Marchioro.

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