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O agronegócio brasileiro registra crescimento do turismo rural

🕔21.mai 2017

Turismo rural criançasRegulamentado no Brasil como atividade econômica com a Constituição Federal de 1988, o Turismo vem ganhando cada vez mais força no país: em 2014, agências de viagens movimentaram R$ 60 bilhões — e antes mesmo da regulamentação, estados como a Bahia já começaram a enxergar o turismo como business no fim da década de 1960, de acordo com a professora do ISAE/FGV — Escola de Negócios, Vera Claudia Waissman.

O início do Turismo Rural, diz Vera, também antecede a Constituição: nasceu em Lajes (SC), em 1983, com uma comissão municipal que se formou para fomentar as atividades de complementação de renda no setor agrícola, que passava por uma crise grande. “A partir daí se percebeu uma preocupação em normatizar as atividades envolvidas”, explica. Uma dessas ramificações, por exemplo, é o turismo rural de aventura, que envolve atividades como o rafting,, que precisam cumprir normas e exigências da ABNT. “Por isso, no turismo rural estamos falando de capacitação, de associações, parcerias. É uma cadeia de produção enorme”, salienta a especialista.

O apelo ao maior contato com a natureza e a terra — movimento que é uma tendência mundial crescente — vem abrindo cada vez mais espaço para um mercado que pode ser bastante explorado pelo agronegócio, sobretudo pelos agricultores familiares: o turismo rural — 90% desse setor, segundo a professora do ISAE/FGV é formado por pequenas e microempresas.

Vera exemplifica: Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, uniu o Turismo Rural e a rota do vinho com a gastronomia e fez da atividade uma de suas maiores forças econômicas. Minas Gerais tem turismo vinculado à cadeia de produção leiteira. “De 2010 para cá, enxergamos uma melhora com a vinculação do ministério do turismo e do desenvolvimento agrário, ambos passaram a entender o turismo rural como negócio”.

No entanto, ressalta a professora, o Turismo Rural como segmento ainda não é formalizado, o que gera dificuldades como a mensuração de problemas e resultados, falta de conhecimento da estrutura e desconhecimento do empreendedor ou produtor que realiza a atividade, mas que desconhece acesso a serviços financeiros para apoio e crescimento. E isso não deve envolver, segundo ela, apenas o agricultor, mas principalmente o estado e o município.

“Os secretários e entidades vinculados ao desenvolvimento turístico e agropecuário precisam andar juntos para valorizar a identidade local. Não basta só oferecer coisas”, frisa Vera. Ou seja:   há espaço para crescer, mas não pode ser “de qualquer jeito”, diz. “Sob pena de atrair um monte de gente e essa expansão não ser profissional”.

Por isso, buscar qualificação é essencial. “Saber sobre a cidade, de incentivos fiscais. Buscar cursos, mentoria ou consultoria também ajudam a alavancar os negócios. Além disso, quem quer atuar no ramo deve ficar atento ao o que entidades ligadas ao setor oferecem e capacitar o funcionário, que pode ser ótimo para fazer queijo, por exemplo, mas não necessariamente para atender ao turista”, orienta.

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