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Investimento em novas regiões produtoras fariam o Brasil autossuficiente em trigo

🕔14.dez 2016

trigo-colheitaUm estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Trigo, no Rio Grande do Sul e Embrapa Gestão Territoria, em São Paulo, projetou quatro diferentes cenários para a produção nacional de trigo, considerando regiões para onde a cultura poderia se expandir. Somente no Centro-Oeste, novas fronteiras para o trigo poderiam resultar em 24,9 milhões de toneladas do cereal, volume que representa o dobro do atual consumo interno. Isso faria o País passar de importador a exportador de trigo

O Brasil produz aproximadamente metade das 11 milhões de toneladas de trigo que consome e 70% do total é destinado à panificação, o que torna os resultados estratégicos para traçar alternativas ao abastecimento do cereal. “É importante que o País conheça seu potencial produtivo para delinear e mapear alternativas à importação de trigo”, ressalta o pesquisador Cláudio Spadotto, gerente-geral da Embrapa Gestão Territorial.

O País importa entre cinco e seis milhões de toneladas de trigo a cada ano, provenientes principalmente da Argentina, favorecida pelos acordos bilaterais do Mercado Comum do Sul (Mercosul). “Acredito que o Brasil é plenamente capaz de se tornar autossuficiente em trigo. Contamos com tecnologia e área, mas é fundamental o apoio de políticas públicas que assegurem o crescimento desta produção”, argumenta o chefe-geral da Embrapa Trigo, pesquisador Sergio Dotto.

Em 2015, o Brasil cultivou 2,5 milhões de hectares com trigo, uma produção de 5,5 milhões de toneladas. Na distribuição territorial, a região Sul responde por cerca de 89% do total produzido, o Sudeste, por 9%, e o Centro-Oeste, por 2%. De acordo com o analista da Embrapa Gestão Territorial Rafael Mingoti, a diferenciação na produção é fortemente condicionada pelas características edafoclimáticas do território, pela existência de cultivares adaptadas a essas características e pela existência de moinhos e estruturas de armazenagem do grão. “Reconhecer e analisar tais diferenças vai servir de subsídio à formulação de políticas públicas direcionadas ao fomento da cultura do trigo no Brasil”, afirma Mingoti.

 

 

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