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Fixação biológica de nitrogênio duplica a produção de feijão-de-corda no Nordeste

🕔11.fev 2019

Feijão de cordaA produtividade média de feijão-caupi (feijão-de-corda) em 16 municípios do Maranhão mais que dobrou depois da utilização de inoculantes para fixação biológica de nitrogênio (FBN), passando de 515 quilogramas por hectare em 2016 para 1.170 quilogramas por hectare em 2018. A tecnologia foi implantada pelo Programa de Ações de Pesquisa e Transferência de Tecnologias para a Agricultura Familiar, instituído pela Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) e pela Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão, a Embrapa Agrobiologia e a Embrapa Cocais.

Os dados foram obtidos após avaliação de impacto feita no local pela Embrapa e pela Agerp em outubro passado. Analistas da Embrapa visitaram 12 agricultores de quatro regiões: Joselândia, Santo Antônio dos Lopes, Bernardo do Mearim e Lima Campos. “Todos enfatizaram a aprovação do programa e o aumento da produtividade com a FBN. Alguns tiveram tanto aproveitamento que houve excendente na produção e a busca por mais mercado se tornou necessária”, afirma o analista Edson Martins, da Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ). Além disso, mesmo agricultores que tiveram suas produções reduzidas em razão de efeitos climáticos, como a falta de chuva, por exemplo, manifestaram grande satisfação com o uso do inoculante, pois perceberam um melhor desenvolvimento da cultura, com plantas mais vigorosas, mais altas e com maior número de folhas.

Dezesseis cidades foram assistidas pelo programa ao longo dos últimos dois anos: Bernardo do Mearim, Esperantinópolis, Igarapé Grande, Lago do Junco, Lago da Pedra, Lago do Rodrigues, Lima Campos, Pedreiras, Poção de Pedras, São Raimundo do Doca Bezerra, São Roberto, Trizidela do Vale, Capinzal do Norte, Joselândia, Santo Antônio dos Lopes e São Luis Gonzaga do Maranhão. Ao todo, 300 agricultores foram beneficiados. “Na época em que o programa começou, o Maranhão tinha o IDH mais baixo do Brasil. Nas diversas oportunidades em que estive lá, pude ver que havia comunidades agrícolas e indígenas que estavam numa linha de pobreza muito grande. Então é bom ver que está dando certo”, diz a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrobiologia, Ana Garofolo.

 

 

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