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Cientistas descobrem novas plantas que são hospedeiras da mosca-da-carambola

🕔19.mai 2017

Agora chega a 21 plantas que podem hospedar a mosca-da-carambola (B.carambolae). Uma equipe de pesquisadores da Embrapa Amapá fez o registro de mais quatro plantas com essa capacidade e com isso o registro, sobe de 17 para 21 o número de espécies infestadas com essa praga no Amapá, único estado onde há ocorrência de hospedeiros da mosca-da-carambola no País.

Os novos hospedeiros registrados são a tangerina, goiaba-araçá ou araçá, caju e laranja-da-terra. Os três primeiros com registros no Município de Macapá, capital do estado, e o último em Oiapoque, no extremo norte do Amapá. Os estudos da Embrapa são realizados em apoio ao Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e atendem ao objetivo de promover pesquisa para segurança biológica e defesa zoofitossanitária da agropecuária e produção florestal brasileira.

As 21 espécies vegetais hospedeiras agora são: caju, manga, taperebá, biribá, ajuru, Licania sp., acerola, muruci, araçá-boi, pitanga, goiaba, goiaba-araçá, ameixa-roxa, jambo-vermelho, carambola, sapotilha (sapoti), abiu, cutiti, tangerina, laranja-da-terra e pimenta-de-cheiro. Entre os hospedeiros registrados no Comunicado Técnico intitulado “Novos Registros de Hospedeiros da Mosca-da-Carambola (Bactrocera carambolae) no Estado do Amapá, Brasil”, o caju, a laranja-da-terra e a tangerina já haviam sido relatados como hospedeiros de mosca-da-carambola no Suriname, em 1991. Entretanto, o registro de goiaba-araçá ou araçá como hospedeiro da mosca-da-carambola é inédito na América do Sul. Embora o Estado de Roraima também esteja na área de ocorrência da mosca-da-carambola desde 2013, até o momento não há registros de hospedeiros naquele estado.

A equipe ressalta que o conhecimento dos hospedeiros potenciais de mosca-da carambola é de fundamental importância para o estabelecimento e sucesso das ações de controle. Os estados integrante da região Amazônica são os mais afetados porque possuem ecossistemas e condições climáticas favoráveis à sucessão de hospedeiros, em virtude da contínua produção de frutos que podem ser utilizados pela praga como hospedeiros secundários.

A presença da praga pode levar à perda de mercados importantes, visto que os países livres da sua presença não importam frutos de regiões frutíferas onde ela ocorre. O Mapa estima que, se a praga ficar fora de controle no Brasil, poderá gerar um prejuízo potencial de US$ 30,7 milhões no ano inicial e de cerca de US$ 92,4 milhões no terceiro ano de infestação.

 

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