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Chuva no norte/nordeste prejudica a colheita da soja

🕔14.abr 2018

tempo no brasilAs áreas de instabilidade continuam ativas sobre o centro-norte do Brasil, mantendo a previsão de chuva em vários pontos do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Pará, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A chuva irá manter os solos com bons níveis de umidade, beneficiando as lavouras de 2ª safra, bem como lavouras de café e hortaliças, em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Já no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a instabilidade traz preocupações, uma vez que vem atrapalhando a realização da colheita da soja e do milho e causa prejuízos aos produtores.

No Sul, a situação é o inverso. Os próximos três a quatro dias serão marcados pela instabilidade, com previsão para pancadas de chuva em boa parte do Rio Grande do Sul. Também há previsão de chuva em Santa Catarina, porém, mais irregulares.

O problema continuará sendo o Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul, que já estão a alguns dias sem registros de precipitações e não há previsão de que venham ocorrer chuva generalizada e nem tão pouco em bons volumes ao longo desses próximos sete dias. Ou seja, muitas áreas continuarão com ausência de chuva, abrindo um intervalo de mais de 15 dias sem instabilidade, o que pode impactar negativamente na produtividade das lavouras de milho e feijão.

Em São Paulo, o tempo mais firme tem beneficiado os trabalhos de colheita da soja, milho e da cana de açúcar, mas por outro, vem reduzindo rapidamente os níveis de água no solo, o que pode impactar no desenvolvimento de algumas culturas, como milho, feijão e café.

A tendência é de que as áreas de instabilidade percam força gradativamente ao longo dos próximos dias. No entanto, ainda há previsão de chuva sobre as regiões produtoras do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o que poderá agravar ainda mais a situação dos produtores.  No Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a previsão de chuva continua ao longo dos próximos cinco dias. Somente na semana que vem é que a chuva começa a dar uma trégua no centro-norte do país.

A diminuição da chuva, pode se tornar um problema para algumas regiões produtoras que já apresentam níveis baixos de umidade do solo. Ainda não dá para falar em perdas, mas a entrada desse período mais seco juntamente com a fase de pendoamento do milho, poderá reduzir o potencial produtivo das lavouras. Contudo, há uma alta probabilidade para que ocorram pancadas de chuva entre o final de abril e começo de maio, na parte do centro-norte brasileiro.

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