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Brasil divide com os Estados Unidos dados genéticos de animais

🕔06.jan 2017

genetica-compartilhadaÉ o primeiro sistema internacional para armazenamento de informações genéticas, produtivas e de árvore genealógica. Os Bancos de dados brasileiros e norte-americanos de recursos genéticos animais começaram a ser partilhados por meio de uma base única. No Brasil, o sistema é chamado de Alelo Animal. Ele proporcionará acesso ágil e padronizado aos bancos de germoplasma e às informações genômicas animais dos dois países.

A ferramenta é fruto de quase uma década de esforços conjuntos de pesquisadores e programadores da Embrapa e do Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA-ARS) e já despertou interesse de países como México, Uruguai, Argentina e Filipinas bem como de periódicos científicos internacionais interessados em padronizar dados-fonte citados nos artigos científicos.

“Grande parte das pesquisas básicas e aplicadas relacionadas ao agronegócio dependem da existência de diversidade genética entre-dentro espécies. Por isso, a importância de acesso a grandes acervos é fundamental à ciência”, afirma Samuel Rezende Paiva, pesquisador do Programa Embrapa Labex Estados Unidos, que há três anos atua junto ao Centro Nacional para Preservação de Recursos Genéticos (NCGRP) do USDA-ARS, na cidade de Fort Collins, Estado do Colorado. O especialista, um dos coordenadores do sistema, acredita que um dos maiores frutos dessa ferramenta, a médio-longo prazo, será a intensificação do intercâmbio de germoplasma entre Brasil e Estados Unidos.

O Alelo Animal permite que qualquer pessoa acesse dados sobre materiais genéticos animais (sêmen, embriões, DNA) armazenados nos bancos de germoplasma do Brasil e dos Estados Unidos. Caso exista interesse em utilizar o material encontrado para fins de pesquisa, comerciais ou outros, o interessado deve preencher formulário que será analisado por um comitê gestor, o qual poderá cedê-lo, rejeitá-lo ou disponibilizá-lo sob determinadas condições. O sistema trabalha com diferentes níveis de usuários com restrições próprias para cada um deles e pode armazenar até mesmo informações sensíveis que serão divulgadas somente quando o responsável permitir. Os dados norte-americanos já estão na rede e os especialistas brasileiros devem terminar de inserir as informações do País nos próximos meses.

 

 

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