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Artigo: A importância de um protocolo sanitário, correto, para potros

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Por:

* Medica Veterinária Fernanda Mafra Caju

** Zootecnista Antonio Eurico Travassos

 

A neonatologia é uma das especialidades que mais cresce na indústria do cavalo. Especificamente são os cuidados com o recém-nascido (neonato). Na verdade os cuidados começam durante a gestação onde a mãe deverá receber vacina anti-aborto contra Herpes Vírus no 5º (quinto), 7º (sétimo) e 9º (nono) mês de gravidez. Feito os procedimentos vamos aguardar os onze meses de gestação (a gestação de uma égua vai de 310 a 360 dias) que é média. A parição normalmente acontece pela madrugada e quase sempre não precisa de ajuda. Em grandes Haras se mantem em vigilância quando se inicia os trabalhos de parto e torna-se cuidado com éguas primíparas que não tem experiência em parição. Alguns problemas devem ser observados como: Não ruptura total da placenta que deixa o potro sufocado; potro prematuro sem capacidade de sucção na mamada; antissepsia incorreta do umbigo, não defecação do mecônio, persistência do úraco (potro urina pelo umbigo).

Potros nascidos normais levam de 25 a 40 minutos para levantar e ir à busca da primeira mamada. Nesta fase a égua usa olfato e o paladar para identificar seu rebanho e quando tem “habilidade materna” boa já se coloca em posição para o recém-nascido procurar a teta. Observar se ele pega o teto e faz sucção e se a égua já tem colostro, o colostro é o primeiro leite que desce no úbere rico em carboidratos, proteínas, leucócitos, cálcio, fosforo, potássio, sódio, entre outros, e após setenta e duas horas começa a se transformar no único nutriente do neonato.

As imunoglobulinas intensificam seu papel cuidando da imunidade dos potros por cerca de noventa dias e esse processo se dá através do trato gastrointestinal no delgado. Por cerca de sessenta a noventa dias o ceco começa a desenvolver uma microbiota especifica para alimentação de capim (celulose e hemicelulose). A partir do trigésimo dia deve-se iniciar a desvermifugação de trinta e trinta dias até os seis meses e depois trimestralmente até a semestralidade. Aos quatro meses inicia-se o programa de vacinação conforme o quadro abaixo:

Calendário Sanitário para Equinos:

 

Calendário Sanitário para Equinos  
Raiva A partir do 4º mês de vida do animal, depois anual
Tétano A partir do 4º mês de vida do animal, depois anual
Leptospirose A partir do 4º mês de vida do animal, depois semestral
Gripe Equina A partir do 4º mês de vida do animal, depois semestral
Encefalomielite Viral A partir do 4º mês de vida do animal, depois anual
 

Rinopneumonite/ Aborto Equino

A partir do 4º mês de vida do animal;

Vacinar éguas gestantes no 5º, 7º e 9º mês de gestação. Depois anual

Garrotilho A partir do 6º mês de vida do animal depois anual
Diarreia dos potros/ Colibacelose Vacinar a égua gestante 60 e 30 antes do parto

 

No quinto ou sexto mês de vida dependendo da altura do potro, deverá ser feito o desmame, apartação de maneira gradual e sem traumas, não tirar de forma abrupta, pois gera um futuro animal traumatizado. Deve apartar devagar por poucas horas por dia, separar para comer longe da mãe e depois retornar para a companhia dela, isso aumentando os intervalos até que se aparte de uma vez. Uma boa forma de apartação é o amadrinhamento, onde se apartam dois potros de idades próximas, para ficarem juntos na mesma baia, normalmente estes se tornam grandes amigos. Até os 12 meses machos e fêmeas permanecem juntos num processo de socialização e amansamento. A partir dos 12 a 16 meses separar machos e fêmeas, pois já estão no despertar sexual.

Obs. Uma enfermidade de característica genética é a isoelitrolise fetal, é rara, mas acontece em alguns potros.

 

*Medica Veterinária Fernanda Mafra Caju Especialista em Medicina Equina

**Zootecnista Antonio Eurico Travassos Especialista em Recursos genéticos e Produção Animal

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