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Antioxidante não deixa a maçã escurecer depois de cortada

🕔20.abr 2018

maçãA nova tecnologia foi desenvolvida pelo pesquisador, Rufino Fernando Flores Cantillano, da Embrapa Clima Temperado, no Rio Grande do Sul. Uma nova substância retarda o escurecimento de maçãs fatiadas por até 12 dias. O pesquisador estudou as variedades Gala e Fuji, que representam cerca de 90% das lavouras brasileiras da cultura. As maçãs minimamente processadas, grupo que inclui as maçãs fatiadas, são suscetíveis ao escurecimento enzimático, o que afeta a sua aceitação para consumo. Porém, essa reação enzimática pode ser controlada com o uso de produtos antioxidantes.

Segundo o cientista, a técnica é um meio de o agricultor agregar valor ao seu produto e com isso obter renda adicional, além de contribuir para evitar o desperdício de alimentos. A solução é um dos resultados do projeto de pesquisa Inovação Tecnológica para elaboração de Produtos que Agreguem Valor na Cadeia da Maçã e respondeu a uma demanda da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).

O tratamento consiste em lavar as frutas em uma solução sanitizante, cortá-las em gomos, retirar as sementes e mergulhá-las no agente antioxidante durante um minuto. As maçãs são então drenadas, embaladas em bandejas com filme plástico e armazenadas em câmara fria. “O antioxidante permite que a cor natural do fruto permaneça por mais tempo”, explica o biólogo Jardel Araújo Ribeiro, bolsista de doutorado na Embrapa. Após as avaliações que analisam sabor, cor, aparência, odor e intenção de compra, constatou-se que o produto processado apresentou as mesmas características sensoriais do fruto fresco.

Cantillano afirma que um dos fatores de atração do consumidor é a aparência do produto. “A pessoa compra aquilo que lhe causa atração visual. Se o produto está deteriorado, velho ou escurecido, não apresentando as condições de um produto fresco, o consumidor não compra”, conta o pesquisador ao frisar que, na Europa, o mercado de produtos minimamente processados é crescente.

Entre os cuidados no processo, são necessários higienização e observação da temperatura de processamento. O especialista reforça ainda que é primordial a higiene de quem está manipulando o produto. “São itens fundamentais para assegurar a qualidade final”, explica Rufino. “Conseguimos preservar todas as características de qualidade ao produto, mas é preciso que ele seja seguro para o consumo”, explica o cientista, ressaltando que as frutas fazem parte de um grupo de alimentos que requerem segurança em qualquer forma de manipulação, ou processamento, independentemente da forma de comercialização, seja in natura ou minimamente processada.

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