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Alagoas vai ganhar novas barragens subterrâneas para melhorar o sustento do agricultor

🕔18.mai 2019

barragem subterrâneasO Semiárido brasileiro abrange nove estados, entre eles Alagoas. O grande problema, segundo estudos da Embrapa, é que a média anual de precipitação pluviométrica varia, na região, fica entre 200 e 800 mm, enquanto a evaporação é de 2.000 mm, ou seja, a quantidade de água que evapora é de 2,5 vezes maior que a média da chuva na região. Por isso, segundo os estudos, é fundamental que as famílias tenham reservatórios para guardar água das chuvas para o período de estiagem, e uma das alternativas recomendadas é a barragem subterrânea.

Agora, novas pesquisas realizadas pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ) irão subsidiar a construção de novas barragens subterrâneas no Semiárido de Alagoas. Os estudos foram apresentados pela pesquisadora da Unidade de Execução de Pesquisa da Embrapa Solos em Recife, PE, Maria Sonia Lopes.

A barragem subterrânea é uma tecnologia popular pesquisada pela Embrapa há cerca de 30 anos, e que tem sido adotada por famílias agricultoras na região do Semiárido. É uma solução tecnológica de captação de água da chuva que contribui para o convívio dos sertanejos com as condições do Semiárido, facilitando a produção de água para a atividade agropecuária e reduzindo os riscos da agricultura dependente de chuva.

Desenvolvidas a partir de princípios simples, são paredes construídas dentro da terra, com a função de bloquear as águas das chuvas no solo e acima dele, formando uma vazante artificial onde agricultores conseguem manter o terreno molhado entre três e cinco meses após a época chuvosa. Assim é possível garantir o cultivo, mesmo durante a estiagem, de culturas de subsistência: frutíferas, forragem, hortaliças, plantas medicinais, cana-de-açúcar, batata-doce, arroz, entre outras.

Segundo Maria Sonia, a grande inovação da pesquisa em relação ao modelo tradicional da tecnologia foi a adoção do uso do plástico septo impermeável, responsável inclusive pelo barateamento do custo da implantação do sistema. “A nossa pesquisa é fruto de um trabalho de estudo geoambiental, tipo de solo e relevo que estamos desenvolvendo em todo semiárido brasileiro, e Alagoas possui uma base de solo atualizada no sistema com zoneamento. Estamos estudando agora os ambientes para construção de novas barragens e vamos entregar em breve ao Estado um mapa detalhado com estes dados”, disse a pesquisadora.

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