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A pupunha é boa opção de cultivo para áreas litorâneas com pouca aptidão agrícola

🕔15.abr 2017

pupunha arvoreA espécie possui diversas vantagens, como capacidade de rebrotar, o fato de o produto in natura não oxidar, e a planta começar a produzir 18 meses após o plantio e continuar produzindo por mais 15 anos, com colheitas anuais. Diferentemente, a juçara morre ao ser cortada, um dos motivos que agravou o risco de extinção dessa palmeira.

Desde o ano 2000, com o impulso ao plantio de pupunha para palmito, o valor bruto da produção com a cultura no Paraná, um dos maiores produtores, saltou de R$ 480 mil para R$ 19,5 milhões, em um sistema de produção reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como boa prática e elencado como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil. A cultura conduzida de maneira sustentável ainda ajudou a preservar a Mata Atlântica.

O pesquisador da Embrapa Florestas (PR) Álvaro Figueredo dos Santos, um dos responsáveis pelo impulso ao cultivo, conta que no litoral do Paraná foram feitas diversas tentativas de introdução de opções de cultivos agrícolas e pecuários, mas quase todos se mostraram inviáveis por diversos motivos. “A exploração extrativista predatória do palmito-juçara contribuiu para sua extinção, por isso era necessário dar opção a esses produtores, que também precisavam se adequar à legislação ambiental da Mata Atlântica”, conta.

No entanto, não é um cultivo para amadores, conforme orienta Joel Penteado Júnior, analista da Embrapa Florestas. “O cultivo de pupunha exige constante capacitação e aprimoramento do produtor rural. Todos que se dedicam ao cultivo passaram por treinamento e recebem constantemente assistência técnica da Emater (PR), pois é uma cultura que exige tratos culturais e atenção ao mercado, que ainda oscila e precisa se fortalecer. Porém, a atividade apresenta um potencial bastante grande para a agricultura familiar em áreas carente de opções de geração de renda de forma sustentável”, ressalta.

Nas principais regiões consumidoras do País, a fatia de mercado nacional do palmito de pupunha cultivado aumentou de 19,5% em 2009, para 24% em 2010. Entre os anos de 2009 e 2011, na região Sul do Brasil, o consumo de palmito cultivado, principalmente de pupunha, aumentou 78%.

 

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