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A produção de biogás a partir de dejetos animais

🕔10.mai 2017

biogásNo agronegócio brasileiro, os principais responsáveis pelas emissões brasileiras de GEEs são os setores de agropecuária (37%) e energia (37%). Dessas emissões, 55,9% devem-se à fermentação entérica dos ruminantes; 35,9% têm origem nos solos agrícolas; 4,8% são atribuídas ao manejo de dejetos de animais; 1,9%, ao cultivo de arroz inundado e 1,5%, à queima da cana-de-açúcar.

O esterco de animais confinados tem sido cada vez mais utilizado para produção de biogás no País. A produção de biogás a partir de dejetos animais constitui uma boa prática na produção agropecuária, pois promove um conjunto de benefícios ambientais, sociais e econômicos. Com diversas oportunidades de aplicação, e muitos desafios para garantir uma boa performance. A mitigação de gases ocorre, sobretudo, quando o biogás é utilizado como substituto do combustível fóssil ou madeira.

Mas para obter bons resultados, é preciso uma boa gestão dos sistemas de tratamento de dejetos, assegura a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP) Magda Lima, que também defende a difusão de conhecimentos e maiores investimentos em capacitação e pesquisa.

Só o rebanho bovino brasileiro, que representa a maior população de ruminantes no País, com mais de 200 milhões de cabeças, segundo as estatísticas do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contribuiu, em 2012, com a emissão de 11,5 mil toneladas de metano por fermentação entérica. O metano é um importante gás de efeito estufa cujo potencial de ação para o aquecimento global é 25 vezes maior que a mesma quantidade de dióxido de carbono.

De acordo com Magda, a pecuária é uma atividade vulnerável à mudança do clima, tendo em vista que depende da disponibilidade de água e faixas climáticas ótimas para o seu desenvolvimento. Pode ser afetada de vários modos: o impacto de mudanças na disponibilidade e preço de grãos; impactos em pastagens e forrageiras; efeitos diretos do clima e eventos extremos sobre a saúde, crescimento e reprodução animal, além de mudanças na distribuição de doenças zoológicas.

A pesquisadora também explica que embora se tenha uma percepção de que a pecuária é mais resistente às mudanças do clima, há muitos estudos que mostram a influência negativa de condições climáticas adversas também nessa atividade. Foram registrados maiores índices de mortalidade animal, deslocamentos de rebanhos para outras regiões geográficas além de outras consequências.

 

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