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A peste suína clássica pode ser combatida com boa alimentação para os animais

🕔21.jan 2019

suinos no galçãoO surgimento dos primeiros focos da peste suína no Brasil, em meados do ano passado, tem colocado os suinocultores em estado de alerta nos últimos meses. Com a preocupação de se evitar o mal, muito se tem falado sobre como combater a doença dentro dos diversos criadouros espalhados pelo País.

De acordo com o nutricionista animal da Quimtia Brasil, José Luiz Schneiders, uma das alternativas mais viáveis que auxiliam no combate à peste é proporcionar uma alimentação adequada aos suínos. Para o especialista, quando alguns compostos – suplementos vitamínicos específicos e ácidos orgânicos – são adicionados à ração, contribui-se para o aumento da imunidade do animal, reduzindo os riscos de uma possível contaminação.

“Estes componentes nutricionais mantém, por exemplo, a integridade intestinal (maior órgão imune do corpo), o que pode acarretar em um aumento da imunidade do suíno. Sendo assim, o animal se torna mais resistente e as chances deste contrair algum tipo de doença é menor”, explica o especialista. “Estes compostos podem ser utilizados, inclusive, via água de bebida”, acrescenta.

Schneiders explica também, que mesmo com uma alimentação saudável e eficaz, os produtores precisam se atentar aos locais onde estes animais estão alojados. “A nutrição faz parte do estado saudável do animal, pois fornece os nutrientes adequados para a mantença e desempenho destes. Entretanto, o principal fator que requer cuidado para evitar o contágio da doença é o ambiente, pois assim como qualquer vírus, a peste suína é transmitida por animais ou pessoas que estavam em um local que já apresentava o surto e, em seguida, foram visitar um criadouro sadio, sem seguir os procedimentos corretos de higiene e desinfecção”, alerta.

Segundo o médico veterinário e supervisor técnico comercial da Quimtia, Leonardo Egewarth, a doença é de origem viral e altamente contagiosa e requer extrema atenção no possível surgimento de quaisquer dos sinais clínicos no animal. “Por ser uma doença de disseminação rápida, agressiva e com enorme prejuízo econômico, faz parte da Lista A da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), portanto é uma doença que precisa ser notificada obrigatoriamente e imediatamente quando houver a suspeita de qualquer caso”, afirma.

Ainda de acordo com Egewarth, a taxa de mortalidade pode atingir 90% em animais jovens contaminados. “Como a queda de imunidade é muito acentuada, as células de defesa e plaquetas do animal são atingidas, o que possibilita um quadro hemorrágico e infecções secundárias”, conclui o especialista.

 

 

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