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A Índia é o maior produtor de açúcar do mundo

🕔07.nov 2019

açucar com tratorA Índia tornou-se o maior produtor do mundo, com 32,9 milhões de toneladas de açúcar na safra 2018/2019. Como a cana-de-açúcar é fonte de renda para mais de 35 milhões de produtores rurais, o governo indiano tem adotado uma política de preços mínimos e subsídios à exportação para dar vazão ao excedente, distorcendo o mercado internacional da commodity.

Em 2018, o açúcar teve as menores cotações dos últimos 10 anos, com uma queda no preço de 30% ao longo de 12 meses, o que ocasionou um prejuízo de mais de 1,2 bilhão de dólares aos produtores brasileiros na última safra, segundo estimativas da UNICA. A política indiana para o açúcar é alvo de três painéis na Organização Mundial do Comércio (OMC), movidos pelos governos do Brasil, da Austrália e da Guatemala.

Executivos da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) estão a caminho da Índia para reforçar a importância da adoção de uma política nacional de incentivo à produção de etanol. O país tem a intenção de aderir à mistura de 10% de etanol na gasolina (E10) até 2023. Para tanto, nos cálculos da UNICA, a produção terá que ser fortemente incentivada, a ponto de dobrar de volume. Este ano, os produtores indianos devem disponibilizar 2,4 bilhões de litros de etanol combustível no mercado interno, atingindo 5,8% de mistura na gasolina. Para efetivar os 10% de participação seriam necessários 5 bilhões de litros de biocombustível.

Potencialmente, a mistura de 10% de etanol na gasolina possibilitaria a retirada de 4 milhões de toneladas de açúcar do mercado internacional, caso a produção seja toda a partir do caldo. Adicionalmente, ajudaria o país a melhorar a qualidade do ar nas cidades e combater as mudanças climáticas, já que o etanol de cana-de-açúcar reduz em até 90% as emissões de dióxido de carbono em comparação com a gasolina.

“O aumento do blend de etanol na gasolina terá efeitos muito positivos no mercado internacional e nas regiões rurais e urbanas da Índia. Entre os potenciais benefícios, temos a redução do volume de açúcar no mercado internacional, a maior diversificação de produtos na cadeia da cana-de-açúcar e por consequência a mitigação dos riscos da atividade, a melhoria da qualidade do ar nas cidades e a diminuição dos gastos públicos com os subsídios e com saúde pública”, analisa o presidente da UNICA, Evandro Gussi.

 

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