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A doença do arroz ainda não chegou ao Brasil mas o país já tem sementes resistentes

🕔16.fev 2017

arroz na plantaAs novas sementes de arroz resistentes à bactéria Xanthomonas oryzae pv. oryzae, principal patógeno que assola a cultura em vários países asiáticos e americanos, já foram validadas. A doença ainda não foi registrada no Brasil, mas os novos materiais desenvolvidos por meio de melhoramento genético preventivo, já estão prontos para se defenderem do ataque da praga. O trabalho foi executado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e Embrapa Arroz e Feijão (GO), no âmbito do Programa Embrapa Labex-USA da Secretaria de Relações Internacionais (SRI), e contou com parceria do Instituto de Pesquisa Agropecuária do Panamá (IDIAP).

Com isso, caso a doença seja detectada no Brasil, os agricultores já poderão contar com plantas resistentes tanto de arroz irrigado, plantado majoritariamente no Rio Grande do Sul, como de sequeiro, cultivado em vários outros estados brasileiros. As cultivares desenvolvidas são adaptadas às condições de plantio do Brasil. “Muitos consideram a Xanthomonas a principal ameaça da cultura do arroz. A bactéria já foi introduzida em países próximos ao Brasil como Equador, Colômbia e Venezuela e pode entrar no País a qualquer momento”, alerta o pesquisador responsável pelo trabalho, Márcio Elias Ferreira, do Programa Embrapa Labex-USA e lotado no Beltsville Agricultural Research Center, no estado de Maryland, Estados Unidos.

Uma das vantagens de se estudar preventivamente um patógeno quarentenário é conhecê-lo antecipadamente para saber como combatê-lo caso seja introduzido no País. “Quando uma doença de alto risco entra em um país, o impacto econômico imediato é muito alto. Geralmente, demora-se muito para desenvolver os protocolos de avaliação de sintomas, conhecer a biologia do organismo, identificar os genes de resistência das plantas, executar os cruzamentos adequados, selecionar as plantas resistentes e desenvolver novas cultivares. São várias etapas, que exigem muito tempo. Trabalhar preventivamente diminui os custos e aumenta a eficiência do processo”, detalha o pesquisador, lembrando que mesmo a confirmação da identidade do organismo quarentenário pode ser demorada.

 

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