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A denuncia de prejuízos com o uso da cama de galinha como adubo faz a Adagro reagir afirmando que fiscaliza

🕔02.jan 2019

fiscalização cama de galinhaA polêmica sobre o uso da cama-de-galinha como adubo para as plantações de inhame, no interior de Pernambuco vem provocando reações de produtores rurais e de autoridades sanitárias do Estado, bem como a indignação de muitos moradores dos municípios de Gravatá, Cortês, Barra de Guabiraba, Bonito, Amaraji, Chã Grande e Sairé. Para o produtor e ex-secretário de Agricultura de Pernambuco, Ricardo Rodrigues, o problema é sério e prejudica o meio ambiente e as populações de todos esses municípios do agreste de Pernambuco, porque a proliferação das moscas dos estábulos é tão grande que provoca prejuízos, inclusive, para os criadores de gado.

Para mostrar que não está indiferente ao problema, a Adagro apresenta relatório afirmando que promoveu algumas reuniões, juntamente com outros órgãos como prefeitura municipal, ministério público e CPRH, para tentar mitigar o problema do aumento populacional da mosca-de-estábulos em algumas regiões do nosso Estado, especificamente nos municípios de Cortês, Barra de Guabiraba, Bonito, Gravatá, Amaraji, Chã Grande e Sairé.

O instrumento de regulação do controle, diz a Adagro, veio através de uma portaria que além de tornar obrigatória a fiscalização nas granjas que produzem e comercializam a “cama de aviário”, também determina que o transporte deste material deve ser acompanhado obrigatoriamente do CIS-E, documento emitido pelo RT (responsável técnico) da granja ou habilitado pelo SVO (serviço veterinário oficial), ou ainda na impossibilidade de emissão pelo RT, o fiscal estadual agropecuário poderá emitir.

O CIS-E é um documento federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por isso, em setembro deste ano foi solicitado ao Superintendente Federal de Agricultura no Estado de Pernambuco, que todos os médicos veterinários habilitados para a emissão de GTA de aves sejam compulsoriamente habilitados para a emissão do CIS-E em estabelecimentos avícolas produtores de cama de aviário. Também foi solicitado que os mesmos sejam alertados sobre o preenchimento da observação, onde deve ser descrito o tipo de tratamento utilizado capaz de eliminar a presença de agentes causadores de doenças naqueles subprodutos. E é o Ministério o órgão responsável pela fiscalização deste documento.

Outra ação desenvolvida pelos técnicos da Adagro é o registro de granjas que fornecem esse produto no Estado. Atualmente, 1.529 produtores solicitaram o registro. A Adagro já visitou 282 estabelecimentos e apenas 22 estão registrados, pois 260 apresentaram algum tipo de inadequação e receberão nova vistoria. Lembrando que só pode ser visitada uma granja por dia, de acordo com a legislação federal.

Este ano foram realizadas 13 fiscalizações em propriedades de inhame com relação a mosca-de-estábulo e foram realizadas barreiras volantes com acompanhamento da polícia para verificar o trânsito de cama de aviário na região. Nessas fiscalizações três cargas com cama de aviário foram rechaçadas e voltaram para a propriedade por inadequação.

Para comprovar a atuação dos fiscais, a Adagro apresentou ao Ministério Público de Gravatá – 2ª Promotoria de Justiça de Gravatá, um Relatório de Visita Técnica com o seguinte relatos dos fiscais Eduardo Pimentel Brum, médico veterinário e Paulo Cefas Lopes de Barros, Fiscal Estadual Agropecuário:

“A referida visita técnica teve como primeiro destino a Fazenda Várzea Alegre, de propriedade do Sr Celso Muniz de Araújo, considerando a instauração do Inquérito Civil nº 004/2017; propriedade esta situada no Km 38 da PE 085, município de Barra de Guabiraba. No dia 01 de novembro deste ano a ADAGRO se fez presente na fazenda através do Fiscal Estadual Agropecuário Eduardo Pimentel Brum, quando foram passadas instruções de manejo e cedidas seis armadilhas para o controle populacional da mosca dos estábulos ao Sr João José Firmino de Paula, gerente da fazenda. O gerente foi orientado quanto à montagem das armadilhas e coleta de moscas capturadas para posterior análise do material.

Em entrevista com o gerente no dia 07/12/2017, fomos informados que a população de moscas dos estábulos diminuiu bastante e que os animais da propriedade não mais estão sendo espoliados, não só pelos trabalhos desenvolvidos, mas também devido à sazonalidade, refletindo no ciclo biológico da mosca. Outro fator relevante é a fase de cultivo do inhame, quando nessa época não mais se tem excesso de substrato para que a reprodução da mosca ocorra em desequilíbrio. Sr João nos entregou o material biológico a ser analisado ciente de que a fase crítica com relação ao aumento da população da mosca passou.

Em inspeção nas propriedades noticiadas em documento anexo ao Ofício 413/2017- 2ª PJ não foi constatado o manejo incorreto da cama de aviário e que os agricultores estão usando esterco bovino consorciado com a cama de aviário, prática que minimiza tal problemática. Os plantadores de inhame do Caranguejo argumentaram que se a questão da mosca persiste não se deve ao trabalho deles, pois desde a visita técnica da ADAGRO no dia 30/11/2016 e após participarem de duas reuniões no Ministério Público dos municípios de Gravatá e Bonito, tomaram consciência de sua responsabilidade e passaram a prontamente cobrir a cama de aviário após seu uso.

Durante a visita técnica, conforme ia sendo percorrido o trajeto foi observado o comportamento das boiadas nas pastagens e não foram constatados sinais de superpopulação da mosca dos estábulos. As boiadas manifestavam comportamento normal, tranqüilo, pastando, bezerros mamando; nada que se assemelha a quadros de espoliação do gado vistos no passado”.

Os fiscais finalizam o relatório dizendo que os agricultores foram novamente conscientizados quanto à importância de um correto manejo das práticas agrícolas na cultura do inhame, tanto no cultivo como no transporte e armazenamento e que por isso, não foi necessário fazer uso da NOTIFICAÇÃO MINISTERIAL para as propriedades visitadas.

A infestação da mosca-dos-estábulos entra, neste período, em fase de regressão porque os agricultores diminuem o uso da cama de galinha no campo. Agora, segundo eles, é preciso esperar o próximo ciclo de cultivo para conferir se houve uma redução do ataque das moscas e se tem surtido o efeito desejado, as ações que a Adagro, diz estarem sendo desenvolvidas na região.

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